Comportamento Inato (Skinner, 1974)

Autores

  • Marcus Bentes de Carvalho-Neto

DOI:

https://doi.org/10.18761/AB50Annd23809

Palavras-chave:

comportamento inato, reflexo, instinto, filogenia, seleção natural

Resumo

No livro de 1974, Skinner apresenta no capítulo 3 sua resposta às criticas que descrevem o behaviorismo (de maneira generalizada) como um tipo de “ambientalismo radical”, adepto das noções de “tabula rasa”, “caixa preta” e “organismo vazio”. O contexto histórico no qual o debate ocorre é importante para uma compreensão da posição de Skinner. O interlocutor privilegiado parece ser a Etologia Clássica de Lorenz e Tinbergen. No esforço para esclarecer a sua posição, Skinner apresenta o comportamento, inclusive os mecanismos de condicionamento respondente e operante, como mais um produto da seleção natural, uma função orgânica, como a respiração e a digestão, abraçando filosoficamente o naturalismo, o selecionismo e o fisicalismo. Ao fazê-lo, implode o dualismo “inato X aprendido” e critica sistematicamente o mentalismo em suas mais variadas formas, inclusive no conceito de “instinto”.

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Publicado

03-12-2025

Como Citar

Carvalho-Neto, M. B. de. (2025). Comportamento Inato (Skinner, 1974). Perspectivas Em Análise Do Comportamento, 16(2), 051–058. https://doi.org/10.18761/AB50Annd23809