Um estudo sobre o responder relacional de comparação com base na aceitação de substâncias psicoativas utilizando o IRAP

  • César Silva Rodrigues Oliveira
  • João Henrique de Almeida
  • Renato Bortoloti
  • Thais Porlan de Oliveira
  • Edson Massayuki Huziwara
Palavras-chave: implicit relational assessment procedure, responder relacional de comparação, substâncias psicoativas, aceitação, prevalência

Resumo

 

O presente estudo objetivou avaliar, por meio do Implicit Relational Assessment Procedure (IRAP), a existência de um responder relacional de comparação com base na aceitação de substâncias psicoativas. Esperava-se que, mesmo pessoas que nunca consumiram tais substâncias, pudessem desenvolver uma ordem de aceitação semelhante à ordem de consumo dessas drogas no Brasil (i.e., álcool mais aceitável que o tabaco, tabaco mais aceitável que a maconha e maconha mais aceitável que a cocaína). Estudantes universitários com baixos níveis de consumo de álcool e sem história prévia de uso de tabaco, maconha e cocaína participaram do estudo. Os participantes preencheram quatro escalas Likert para aferir a aceitação de cada substância psicoativa e responderam a um IRAP programado para avaliar o responder relacional de comparação entre as quatro substâncias psicoativas mencionadas anteriormente. Nossos resultados não confirmaram a hipótese de que a ordem de aceitação das substâncias psicoativas seguiria a ordem de prevalência de uso destas substâncias. Em uma análise post hoc, somente os resultados do IRAP serviram para diferenciar participantes com e sem experiência prévia com álcool. São realizadas considerações a respeito da relação entre atitudes específicas sobre substâncias psicoativas e seu uso, bem como sobre a programação dos estímulos no IRAP e suas limitações para avaliar o responder relacional de comparação.

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Publicado
2021-05-05
Como Citar
Oliveira, C. S. R. ., de Almeida, J. H., Bortoloti, R., de Oliveira, T. P. ., & Huziwara, E. M. . (2021). Um estudo sobre o responder relacional de comparação com base na aceitação de substâncias psicoativas utilizando o IRAP. Perspectivas Em Análise Do Comportamento, 12(1), 249-264. https://doi.org/10.18761/PAC.2021.v12.RFT.06