Como utilizar metáforas na Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT): uma visão a partir da Teoria das Molduras Relacionais (RFT)
DOI:
https://doi.org/10.18761/PAC.ACT.032Palavras-chave:
metáforas, teoria das molduras relacionais, RFT, terapia de aceitação e compromisso, ACT, transformação de funçãoResumo
Uma parte considerável das intervenções da Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT) envolve o uso de metáforas. Segundo a Teoria das Molduras Relacionais (RFT), metáforas podem ser compreendidas como respostas relacionais arbitrariamente aplicáveis que envolvem o estabelecimento de relações de coordenação (equivalência) entre relações (e.g., A:B = C:D), com o objetivo transformar a função de um dos eventos relacionados (e.g., sendo A um evento reforçador, B, C e D poder ser reforçadores derivados caso a relação entre eles seja de igualdade). O presente artigo tem por objetivo apresentar uma análise de metáforas amplamente difundidas na ACT a partir dos conceitos fornecidos pela RFT. Partindo do modelo utilizado por Foody et al. (2014), cinco metáforas da ACT com diferentes tipos de objetivos terapêuticos são analisadas, envolvendo os processos de desfusão, aceitação, self-como-contexto e outros. Por fim, são apresentados também: (1) o uso de metáforas complexas, compostas por múltiplas relações; (2) a adaptação de metáforas a partir de uma compreensão funcional e não topográfica; (3) exercícios didáticos para orientar o repertório de leitor no refinamento das competências clínicas que envolvem o uso de metáforas na ACT
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